A medicina vive uma transformação na atualidade. Sistemas de inteligência artificial passaram a fazer parte de rotinas que vão da análise de exames de imagem ao apoio à decisão clínica em prontos-socorros. A IA para diagnóstico médico não substitui o profissional, mas oferece uma camada adicional de análise que pode reduzir erros, antecipar diagnósticos e liberar o médico para concentrar tempo no que exige presença humana.

No Brasil, em fevereiro de 2026, o Conselho Federal de Medicina publicou uma Resolução que normatiza o uso da inteligência artificial na prática médica. A regra deixa claro que a decisão final sempre será do médico, sendo a IA exclusivamente ferramenta de apoio.

O governo federal discute como regulamentar o uso de dispositivos médicos com inteligência artificial embarcada para implantação no SUS. O estudo ocorre no contexto da criação dos hospitais inteligentes, projeto que prevê interoperabilidade de equipamentos e centrais de monitoramento de dados para agilizar o atendimento de urgências. A atualização das normas perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende garantir a segurança dos pacientes.

Os planos para o Sistema Único de Saúde (SUS) seria a integração de prontuários eletrônicos nos municípios, edital para empresas fornecerem infraestrutura de conexão de internet nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as estratégias de uso da telessaúde para triagem e redução de filas. O Hospital das Clínicas da USP, que centralizará as inovações tecnológicas na área pública e inclui os avanços de incorporação digital da China e a infraestrutura do Hospital Italiano de Buenos Aires, que mantém um departamento próprio com desenvolvedores focados em inteligência artificial.

Tal transição deve ser gradual, a exemplo do que ocorreu com o INSS, que foi uma transição bem-sucedida, mas acarretou em um período em que a rede ficou fora do ar, o que não pode ocorrer na área da saúde.